Mostrar mensagens com a etiqueta palavras. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta palavras. Mostrar todas as mensagens

11 de julho de 2009


Eu aprendo rápido, amor, os movimentos da nossa paixão, o momento certo para o entrecorte das nossas respirações. Eu sei as palavras nas entrelinhas, por excelência, escondidas, os perigos inerentes a amar-te, os riscos por te ter. Quantos esqueletos guardas no armário, o sofrimento agarrado às vísceras ensanguentadas.
Aprende que eu sei tudo menos ouvir a tua alma. E isso só não sei porque não a tens, porque te livraste dela, porque fugiste dela.
Embarco neste rio que são os teus braços, infinitos, sem cais, sem porto. Poluído de mágoa, de ressentimentos. De remorsos por me teres deixado ir, cair, falecer, no clímax de tantos gestos falhados.
Inútil, é o que me chamas. Inútil, é o que tu és. Um inútil vagabundo nas ruas sujas da baixa de uma cidade qualquer sem nome, que me deixou partir, à deriva, alheia a emoções tuas, a palavras minhas. Inútil por não me teres posto a mão no ombro enquanto eu estava de costas, ainda perto de ti, a alucinar por uma ilha, um destino, puxando-me bruscamente até me virares, para te ver só a ti, amor, sem hipóteses. Sem ruelas por onde escapar, sem becos onde me esconder.
Sem alma, também eu.

3 de dezembro de 2008

Stronger, closer

E quando um sorriso quebra, a única solução é virar as costas e fechar os olhos. E se chorar, é baixinho, mas mesmo assim acho difícil. Não quero ouvir palavras sem sentido, as frases feitas já não me confortam. O que eu gosto é de te cair bruscamente nos braços, sem quês nem porquês, e deitar-me no soalho, a ouvir ranger a madeira enroscada em ti. Confundir o teu cheiro no intenso do tabaco e o teu sabor no amargo do whiskey, a perder-se no meu.
I'll be commin' home soon, to your love, to stay.

27 de novembro de 2008

be carefull

Não vale a pena pressionar as palavras. É uma necessidade estranha de escrever e um não ter nada para dizer frustrante. Cuidado com o que me fazes, coração, que a minha inconsequência tem 3km. Cuidado com o que sentes, coração, que eu um dia arranco-te do peito. Cuidado com o que me dizes, coração, que eu nem sempre respondo por mim. Cuidado com o que embrulhas, coração, que eu não tenho paciência para abrir caixinhas surpresa.
Tem coração, coração, eu odeio-te tanto.