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27 de novembro de 2008

be carefull

Não vale a pena pressionar as palavras. É uma necessidade estranha de escrever e um não ter nada para dizer frustrante. Cuidado com o que me fazes, coração, que a minha inconsequência tem 3km. Cuidado com o que sentes, coração, que eu um dia arranco-te do peito. Cuidado com o que me dizes, coração, que eu nem sempre respondo por mim. Cuidado com o que embrulhas, coração, que eu não tenho paciência para abrir caixinhas surpresa.
Tem coração, coração, eu odeio-te tanto.


15 de novembro de 2008

Crossed Roads

Não venhas. Não venhas para mim nesse passo apressado que eu tenho medo que tropeces um dia. E quero ter a certeza que cais redondo e firme no meus braços, sem um único deslize. Não venhas para mim nesse passo apressado, não venhas porque eu prometo meter o coração ao pescoço, preso com uma corda, para nao se perder, se abrandares esse passo perigoso.
Não venhas por favor, são mil anos que eu espero, são cinco milénios se for preciso - é o tempo que quiseres porque mereces todo o que há no mundo. E enquanto espero é o tempo que demora a adoçar estas lágrimas tão vermelhas do sangue que me corre nas veias e tão amargas do ódio que me consome a alma, quase no mesmo passo com que tu corres para mim.
Não venhas. Não venhas nesse passo apressado que eu não tenho tempo para apagar a marca que o erro me deixou na cama cá de casa, não venhas que os lençóis demoram a secar; não venhas com medo que a música acabe, que ela ainda agora começou.
Eu estou aqui, amor, uma morte inteira à tua espera. Que me tomes nos braços e me ames como outrora, com a intensidade ridícula de um sadismo quase hipócrita.
Não venhas. Não venhas para mim nesse passo apressado que tenho medo de ti. Meu amor.