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8 de agosto de 2009

Nenhum homem me agarra como tu, nenhum me beija como tu, nenhum faz amor comigo como tu. Era isso que querias ouvir?! Conheço as tuas mãos no meu corpo a milhas de distância, e não há repulsa em mim que não cresça das entranhas até à boca só de pensar que outro ser me possui. É inevitável entregar-me aos braços de alguém sem ter o teu nome no pensamento, o teu corpo impregnado no meu, uma sublime submissão ao Deus dará. Um irracional desejo, que me arde as visceras de ciúme, de pertença, de tudo o que poderes imaginar. Um sentimento tão paradoxal quanto nós, revisto em analepse todos os dias que me entrego a ti numa utopia doente, carregada de tragédia, como eu gosto e me faz sentir plena.
Acalma esta revolução interior de musculos e emoções, fisicamente psicológica, protegida ao abrigo de uma relação destructiva e deliciosa, da qual vivo e respiro. E me transponho para outro nível.

15 de novembro de 2008

Crossed Roads

Não venhas. Não venhas para mim nesse passo apressado que eu tenho medo que tropeces um dia. E quero ter a certeza que cais redondo e firme no meus braços, sem um único deslize. Não venhas para mim nesse passo apressado, não venhas porque eu prometo meter o coração ao pescoço, preso com uma corda, para nao se perder, se abrandares esse passo perigoso.
Não venhas por favor, são mil anos que eu espero, são cinco milénios se for preciso - é o tempo que quiseres porque mereces todo o que há no mundo. E enquanto espero é o tempo que demora a adoçar estas lágrimas tão vermelhas do sangue que me corre nas veias e tão amargas do ódio que me consome a alma, quase no mesmo passo com que tu corres para mim.
Não venhas. Não venhas nesse passo apressado que eu não tenho tempo para apagar a marca que o erro me deixou na cama cá de casa, não venhas que os lençóis demoram a secar; não venhas com medo que a música acabe, que ela ainda agora começou.
Eu estou aqui, amor, uma morte inteira à tua espera. Que me tomes nos braços e me ames como outrora, com a intensidade ridícula de um sadismo quase hipócrita.
Não venhas. Não venhas para mim nesse passo apressado que tenho medo de ti. Meu amor.