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5 de outubro de 2009

Coimbra, La Bohème

Estou farta da portada aberta sobre o rio, da fragilidade pesada do edifício, ingrato à História. Farta, farta, que me agarres e me faças resvalar, no momento derradeiro do toque.
Então puxa-me o cabelo, aperta com força a minha cintura, dançante e submissa a ti e a esse gesto de posse, confiante, que fazes ao atrair o meu corpo para o teu. Então beija-me o pescoço e morde-me com vontade, contra a parede ou na varanda do prédio gasto e fraco, ou no vão das escadas, até no corrimão. Então faz-me perder totalmente a cabeça, num devaneio prolongado; liberta-me. Liberta-me desta loucura contida.
Já passou o nosso tempo, faço é questão de te avisar que recuperas o tempo perdido quando quiseres. E é nesta cidade, eventualmente nossa um dia, que me meto a pensar nestas coisas.

11 de junho de 2009

Sabe bem conseguir achar-me no meio da confusão. Reencontrei o meu ego com uma pinta de mestre, de orgulho ferido mas cabeça erguida. Não me fez assim tão mal, afinal caminhar sozinha é das poucas coisas que tenho certas, isso e morrer.
Tudo a seu tempo, há obstáculos, quase fatais alguns, mas nada de mais, apenas pequenos precalços.
Ai...! Como me amo!