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11 de junho de 2009

Sabe bem conseguir achar-me no meio da confusão. Reencontrei o meu ego com uma pinta de mestre, de orgulho ferido mas cabeça erguida. Não me fez assim tão mal, afinal caminhar sozinha é das poucas coisas que tenho certas, isso e morrer.
Tudo a seu tempo, há obstáculos, quase fatais alguns, mas nada de mais, apenas pequenos precalços.
Ai...! Como me amo!

8 de junho de 2009

Não sei o que é que se passa comigo, às vezes tenho medo de vir aqui. Acho que estou num periodo interrupto de criação, com um qualquer nevoeiro cerrado a atravessar-me a mente. Começo a achar-me doentia, só sei escrever com um turbilhão de ideias desordenadas a pairar sobre a minha cabeça. De repente a tempestade acalma, o mar revolto alivia tensão, e, como por magia, as emoções voltam à prateleira, num rodopio frenético até chegarem ao sítio certo.
Até que fica tudo tão sossegado que quase consigo ouvir a chama em combustão que me percorre a alma. Uma quietude desinquentante, um compasso descontrolado.
Acho que não me faz bem gostar tanto de ti, amor.