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19 de agosto de 2009

Keep on loving you

Desculpa se te sentes a última alternativa da minha vida, mas és a prioridade. Desculpa se não correspondi, há muito tempo atrás, às tuas expectativas, e se correspondo ainda menos agora. Desculpa se não sou mais a pessoa que conheceste, mas tu também não és. Se te fiz largares-me a mão e deitar fora o respeito, e ainda assim desculpa se continuas a olhar para mim com a mesma ternura da primeira vez. Desculpa não o admitir, nem tu, mas ambos sabemos que se tudo mudou uma coisa perdura: nós. Nós como um ser só.

16 de dezembro de 2008

Smells

Assusta-me o valor do passado a pesar nas decisões do futuro. Tenho medo de um dia vacilar e retroceder para as cores mais claras no fuso cromático da vida, mas depois, quando olho para o meu quarto só me apetece avançar, avançar... Sabes, nunca percebi o que é que me prendeu a ti tão depressa e durante tantos anos e o que é que me faz ter medo de atirar no lixo o esqueleto que tenho no armário (és tu). É como se o meu quarto ainda cheirasse a ti, até eu mesma; este aroma doce, seco, viciante que não quer sair e eu não tenho coragem de expulsar. Já arrastei mil velas, mil incensos (e tu sabes quais foram), mas nenhum é mais forte que o teu - sinto-os a dissiparem-se ao poder do teu.
Continua a haver uma incógnita nesta equação, e nenhum de nós sabe qual é.