-Olha amor, hoje é que nós deviamos ir para a estação - digo de rompante para o teu mau humor.
- Queres morrer debaixo da neve à espera de um comboio para lado nenhum? - respondes agressivo.
Parece que perdeste a vontade de viajar. Não sei se te lembras mas fui eu quem esteve tempos sem fim em estações que nem sequer sei o nome à espera que decidisses para onde partirmos.
Se te esqueceste do frio que passamos é porque eu sempre te dei mais do que aquilo que merecias; nem sequer um abraço para travar o frio foste capaz de me dar, fui sempre eu e mais eu a agasalhar-te na maior das tempestades. É por isso que agora me respondes assim, como se eu fosse doida, quando o louco aqui foste tu, que me arrastaste constantemente, desde que nos conhecemos, para estas desventuras perigosas, de proporções drásticas e maníacas que o nosso amor tomou.
Eu amo-te, percebe isso. Por isso não me peças para ficar. Hoje é dia de partir, o comboio chegou.
- Queres morrer debaixo da neve à espera de um comboio para lado nenhum? - respondes agressivo.
Parece que perdeste a vontade de viajar. Não sei se te lembras mas fui eu quem esteve tempos sem fim em estações que nem sequer sei o nome à espera que decidisses para onde partirmos.
Se te esqueceste do frio que passamos é porque eu sempre te dei mais do que aquilo que merecias; nem sequer um abraço para travar o frio foste capaz de me dar, fui sempre eu e mais eu a agasalhar-te na maior das tempestades. É por isso que agora me respondes assim, como se eu fosse doida, quando o louco aqui foste tu, que me arrastaste constantemente, desde que nos conhecemos, para estas desventuras perigosas, de proporções drásticas e maníacas que o nosso amor tomou.
Eu amo-te, percebe isso. Por isso não me peças para ficar. Hoje é dia de partir, o comboio chegou.