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13 de abril de 2011

Les amants d'un jour

"Sans toi, les émotions d'aujourd'hui ne seraient que la peau morte des émotions d'autrefois"

Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain



Basilique du Sacré-Coeur, Montmartre, Paris (2004)

29 de março de 2011

Amour à mort

Paris

Le Boulevard Voltaire.
Evoque toute une littérature
De Lautrèamont à Baudelaire
La place de Clichy
Nous rappele Henry Miller
Et le pont Mirabeau
La joie d'une chanson.
On voit Rimbaud
Dans les rives de la Seine
Se promener
Avec le fantôme d'un poème
Et là bas, à Saint-Germain
Boris Vian
Qui Joue aux américains.
On voit Toulouse-Lautrec.
On voit Adèle Blanc-Sec.
Et on se trouve, comme pour hasard
Dans un film de Godard...

Paris...

La ville des Rêves!...

Ville d'images

Eternel représantation
De l'amour toujours passion;
C'était là que j'ai decapité
Ma bien-aimèe
Et je me suis imprégné
De son sang chaud
Dans un serment
D'amour ardent,
D'amour à mort...

Quai de la Rapée.

Longínquo, o burburinho da cidade.
Desperta-me, uma barcaça.
Do torpor em que mergulhara.
Aqui, degolei a minha amada.
Untei-me, com seu sangue quente,
Jurei... Amor eterno.
Adolfo Luxúria Caníbal - Paris (Mão Morta)

26 de março de 2011

Embrassé la mort

Vamos-nos amando de rua em rua, na precipitação absurda de chegarmos a algum lado que ainda não tem localização no mapa nem caminho de terra. Corremos pelas esquinas de uma cidade fantasma, povoada de vida do outro lado da realidade, enquanto aqui somos só nós dois: fechados, alheios - nostálgicos. Olhamos-nos, embevecidos, numa ternura que não nos é própria e deixamos perder a vida que corre para lá desta vidraça imaginária...
Nunca ficas. Nunca me deixas ficar. Perpetuamo-nos nesta tragédia a que chamaram de Amor e escolhemos a indolência de viver do lado de lá. A dor resta-nos.

Arc de Triomphe (Paris 2004)

2 de março de 2011

Hostilidades

No teor daquela amargura apenas se sentou de cabeça entre as mãos e pasmou. Luísa acorda todos os dias de corpo marcado e coração arrebatado. Naquele dia descobriu do que era: amava. Amava perdidamente um homem que não se coibia de lhe lacerar o corpo, a fim de lá lhe depositar o amor líquido que Luísa lhe arrancava, sem querer, do mais intimo dos seus afectos. O que ela não sabia era que a cada toque despoletava uma doença fria e incalculável de ódios possessivos e paixões desgarradas. Foi nesse tal dia, um qualquer, que decidiu, a jorros de whiskey, engolir a sua vida com os contornos, os cabelos ligeiros e o amor mordaz incluídos. Com a droga.

Musée du Louvre, Paris 2004

1 de março de 2011

L'amour dans Paris

Escapei-te - um cortinado esvoaçou.
- Xiiiiiu - ouvi-te - o Diabo chegou.

Paris 2004