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5 de novembro de 2009

Parece-me tudo longe, muito longe. Parece-me tudo distante, cada vez mais sumido a cada passo de avanço, tudo frio e intocável. Já não sei amar como antes, não me faz falta tirar-te a t-shirt e mexer-te no peito; não preciso da tua respiração ao ouvido, das tuas mãos na minha barriga e da tua cabeça em cima de mim. Dispenso o quente do teu corpo contra mim, nem me faz diferença nunca mais ter o amor deitado ao meu lado. Mexer-te nas pernas com os pés descalços, encaixar o meu ombro debaixo do teu ou enroscar-me nos teus braços enquanto vês o futebol.
Como podes constatar pouco ou nada de ti me interessa, mas isso é só o que eu digo. É tudo mentira, preciso aterradoramente de ti.