Que sou eu amor, diz-me, e que sou eu que não angústia e paixão, amor e possessão, doença? Lascas de vida, apanhadas à pá, feridas convertidas, bocados arrependidos. Que eu sou eu amor, diz-me, que não medo de perder-te, ciúmes e revoltas?
Publico, de resto, a mágoa por não te ter e a disponibilidade para morrer contigo, ou por ti. Sim, que eu morra amor. Que eu morra por favor pelas tuas mãos, ao atirares-me ferozmente às achas do inferno, e que me mordam e consumam todas as chagas, que me incinerem a alma e me reduzam a pó. Eu mesma, não o corpo nem o espírito, porque não é isso que eu sou, não é isso que me detém e que me perdoa, é um transcendente perpendicular às sinuosas ruas do ser-parecer. Porque nós somos mais, e eu sou mais em particular, à conta do amor. Desse amor paralelo que nunca nos toca mas que sempre nos confunde.
Prometo, até à cova, não partir sem ti: só antes ou ao mesmo tempo que tu. Antes para não teres tempo de me esquecer e ao mesmo tempo para me carregares de eternidade o olhar na hora do derradeiro suspiro.
Publico, de resto, a mágoa por não te ter e a disponibilidade para morrer contigo, ou por ti. Sim, que eu morra amor. Que eu morra por favor pelas tuas mãos, ao atirares-me ferozmente às achas do inferno, e que me mordam e consumam todas as chagas, que me incinerem a alma e me reduzam a pó. Eu mesma, não o corpo nem o espírito, porque não é isso que eu sou, não é isso que me detém e que me perdoa, é um transcendente perpendicular às sinuosas ruas do ser-parecer. Porque nós somos mais, e eu sou mais em particular, à conta do amor. Desse amor paralelo que nunca nos toca mas que sempre nos confunde.
Prometo, até à cova, não partir sem ti: só antes ou ao mesmo tempo que tu. Antes para não teres tempo de me esquecer e ao mesmo tempo para me carregares de eternidade o olhar na hora do derradeiro suspiro.
2 comentários:
Linda:
O texto é lindo e sensível.
Nãoooo quero que tenha «medo» de mim!!!
beijinhos
És fabulosa a escrever. publicar impõe-se, Sara.
Beijo
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