25 de dezembro de 2009

Oscar Wilde escreveu algures: Existe luxúria na auto-culpa. Quando nos culpamos a nós próprios sentimos que mais ninguém tem o direito de o fazer.

Tenho, não digo um sexto, mas um sétimo sentido que caminha comigo, inerente a outras quantas qualidades de que padeço. O facto de possuir esse dom, chamar-lhe-emos assim, e de o ignorar faz com que, só por si, ele se anule, e é essa disfunção que me conduz a locais ermos como este, despojados de valores e princípios, aos quais a minha vida sucumbiu sempre.
Não sei lidar com isto. Surpresas são isso mesmo: surpresas. Não podemos dizer que são surpresas imprevistas, porque isso já está implícito, podemos apenas dizer que são surpresas que nos desiludem, que não podemos controlar.
Foi uma surpresa, que não só me esmagou o peito, como também fez de mim a pessoa mais impotente ao cimo da Terra.

1 comentário:

Ana Tapadas disse...

Voltei menina, para vos atormentar...
estou a brincar!
Beijinhos