Durante toda a minha vida vi coisas a irem e virem. Às vezes sem explicação, só por capricho muitas delas; sem remorsos nem saudades, muitas iam e eu nem dava por isso. As que vinham, na maioria, eu nem as via. Simplesmente não as pedia.
Um dia parei. Não me lembro já de quantas coisas vieram e foram. E quando digo "coisas" não quero materializar nada, só preciso de um nome para lhes chamar. Neste breve interregno, uma tentativa de organizar as ideias, tudo o que consegui entender foi que em todo esse vaivém muitas memórias perduraram, ainda que sem eu dar conta.
Porém, a única que acorda e se deita comigo és tu. Quando penso em ti percebo que me completas da mesma forma de sempre e já não sei ser eu sem ser tu também. E é então que me conformo com esse fantasma e que vivo parcialmente feliz no mundo a que tanto me dou. Agora que parei para pensar, começo a achar-me egoísta por te expor da mesma forma que me exponho a mim, como se fosses meu, uma "coisa" no verdadeiro sentido da palavra. E sinto que se passa o mesmo contigo, que somos coisas na vida um do outro, à qual nos vamos moldando para fazer sempre sentido haver Eu na tua vida, e Tu na minha.
3 comentários:
Bom resto de fim de semana,
jovem amiga!
A vida é isso: parar para pensar. Senão não viveremos...
até breve
Amazing, fofinha :)
**
Enviar um comentário