
Estou a arder. Um ardor febril, doentio, hipócrita, patético. Gritar, só, não chega - é preciso rasgar, arranhar, destruir também. Dói-me a carne que feriste de prazer, a marca das tuas unhas nas minhas costas; o cheiro mórbido do sexo na pele.
Ainda te oiço gemer nas encostas do pecado, ainda sinto o suor alagar-nos, os espamos incontrolados do corpo, o contrair inevitável dos músculos. E depois, o explodir, o alívio aliviado. Tudo a evaporar-se num fumo branco à minha frente.
Tomar um banho para atenuar o calor, para me limpar do nojo do nosso amor, o que teima em não abalar de nenhum de nós. Não me importo, juro que não me importo, de continuar escrava da nossa paixão, mas não negues, nunca, aquilo que sabes não poder esquecer. Podes cuspir as vezes que quiseres, mas não negues, por favor não negues, que o meu travo amargo nunca te sai da saliva. Se é doença, então vive da doença. Aceita, é crónico, feio, demente, poderoso e persistente. Somos nós, merda, somos nós.
Lost inside my sick head
I live for you but I'm not alive
Take my hand before I kill
I still love you, but I still burn
Love, Hate, Love - Alice in Chains
1 comentário:
O texto sim, gostei, muito bem estruturado ;D n admira q as tuas profs estejam deliciadas xD
Agora... essa foto E' Q E' UMA POUCA VERGONHA! :P
ele ha' coisas... xD
<3
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