Não venhas. Não venhas para mim nesse passo apressado que eu tenho medo que tropeces um dia. E quero ter a certeza que cais redondo e firme no meus braços, sem um único deslize. Não venhas para mim nesse passo apressado, não venhas porque eu prometo meter o coração ao pescoço, preso com uma corda, para nao se perder, se abrandares esse passo perigoso.
Não venhas por favor, são mil anos que eu espero, são cinco milénios se for preciso - é o tempo que quiseres porque mereces todo o que há no mundo. E enquanto espero é o tempo que demora a adoçar estas lágrimas tão vermelhas do sangue que me corre nas veias e tão amargas do ódio que me consome a alma, quase no mesmo passo com que tu corres para mim.
Não venhas. Não venhas nesse passo apressado que eu não tenho tempo para apagar a marca que o erro me deixou na cama cá de casa, não venhas que os lençóis demoram a secar; não venhas com medo que a música acabe, que ela ainda agora começou.
Eu estou aqui, amor, uma morte inteira à tua espera. Que me tomes nos braços e me ames como outrora, com a intensidade ridícula de um sadismo quase hipócrita.
Não venhas. Não venhas para mim nesse passo apressado que tenho medo de ti. Meu amor.
2 comentários:
Sabes q para mim e' complicado comentar os teus posts, não pelo facto de não gostar do q escreves (pq gosto xD), mas pelo facto de ser mt mau a interpreta'-los e demoro sempre muito.
Mas enfim, gosto muito da forma como conjugas as palavras umas nas outras e da relação de amor-odio q estabeleces. Ha' partes onde emocionas e outras onde "metes medo" xD
Continua assim, pq acho q tens mt jeito :)
Palha, va', 5-2 :p
Um texto profundo. Gostei.
Saudações poéticas
do Porto-Portugal
ZezinhoMota
(A Poesia do Zezinho - http://zezinhomota.blogspot.com)
Enviar um comentário